Cá estou eu de novo, quase dois anos depois. Escrever é algo que ainda continua no meu ciclo para desabafar, nada mudou.
Hoje realizei algo muito importante para o meu amadurecimento como pessoa, talvez a transição (finalmente hein? demorou!) de adolescente para uma adulta.
Mesmo sabendo que a raiva não é a resposta, eu tive de passar por um momento de domínio no qual tive de sacrificar algo para construir algo, então eu pude descobrir outra coisa sobre minha pessoa e meu ser que no demais, apenas confirmava o que eu era e o que queria há tempos.
Só que, tive que experienciar minha dúvida de passar a raiva para ver que é isso mesmo que me restava, matar a continuação de uma linhagem de bagagem, a indiferença com as oscilações emocionais alheias.
Já li que para ser forte devemos ter empatia mas também, para os empáticos como eu, para ser forte tenho que bloquear tudo que me afeta. Essa experiência envolveu respeito mútuo e também, uma evolução de visão exterior para aqueles que me obrigaram a me exaltar.
Com isso, me tornei finalmente (pelo menos para mim, tomara que para outros também), uma pessoa mesmo, que merece ser ouvida, que tem idéias, gostos, crenças, momentos, jeitos, e claro experiências. Alguém que merece ser olhada nos olhos quando vai falar algo, medir as palavras para ter uma conversação agradável ou realista, alguém que merece ser recebida como nada mais nem a menos que, simplesmente, alguém.
Eu cansei de ver as histórias alheias, das pessoas botando palavras. pensamentos e afazeres em mim, cansei de tomar essas dores de que parece que todos são extremamente burros ou cegos, desrespeitosos comigo, por que me querem moldar sem dizer? Por que acham que sou algo estabelecido e ainda querem me mudar em cima disso? Não me conhecem, não fazia questão de me mostrar, apesar de tudo eu já sabia que seria assim, só não havia passado por carne nessas ocasiões.
Quero minhas coisas, meus momentos de relaxamento, meus possíveis relacionamentos, meu emprego, minhas palavras e meu jeito, meus, e dali apenas para fora, nada para dentro do que me desgosta, apenas a reflexão para crescimento pessoal.
Cansei de pessoas achando que me conhecem mas não vêem uma vírgula do que eu sou, do que eu penso, dizendo coisas absurdas, pois elas não perguntam e eu não faço questão de mostrá-las. Preciso que não me ouçam, me escutem... Que recebam as palavras que eu meço desde minha educação até minha entonação para transmiti-las, assim como que entreguem para mim algo que eu possa fazer proveito.
Eu gosto de tudo que é real, cru, transparente, pode ser isso fraco ou forte, desde que seja real. Uma pena, uma coisa boa, é que tudo de ruim que aconteça venha para o bem, equilíbrio.
Eu só quero agora a calma na alma de quem tem o próprio tempo e corpo, e que não depende de ninguém mais para controlá-lo, decidi-lo ou fazê-lo valer, eu quero fechar este ciclo de dores, quero cultivar minhas próprias flores para as pessoas cheirarem e ficarem felizes.