domingo, 1 de julho de 2012

Uma Crônica chamada Vida



- A garota estava caminhando quando de repente se viu ao lado de uma moto. Um homem ainda sobre ela, ajeitando cuidadosamente seus cabelos já finos, meio calvo com seus dedos calejados e secos. A pele não parecia saudável como botox ou creme hidradante. Os esforços do trabalho manual transparecia naquele homem de alma ingênua, provavelmente honesto e sincero quanto a sua vontade de viver.

Eu percebi naquele momento uma onda de mártir me consumir. Eu queria continuar a caminhar e ter aquele templo claro em meu interior. Queria continuar a caminhar e queria também que aquela boa onda que me invadiu permanecesse até eu poder presenciar outra cena como essa.  

Vida, como separar suas tênues linhas sociéticas e conspiradoras? Uma só definição para tanto... uma vez dita e entendida ao qual meio você vive, louco. Tudo generalizado seria besteira, não poderíamos compartilhar de nossas mesmas castas. Não com tanta gente igual a nós.
“Cogito ergo sum” – “Penso, logo existo”  (Latim) foi essa a definição de ordem que René Descartes nos apresentou. Existo? Existo. Todos existem, você existe.  Meros movimentos, ações e palavras ditas que foram deixadas para trás, existiram. Parte de nossa solitude e consciência captada nestas poeiras universais permanecem em silêncio e mistério. Como o Cosmo existe. Existem em nossa memória.

Não chore, não deixe, não esqueça. Uma crônica chamada vida, simples vida.

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